QUARTA DE PODER 03/2026

Texto-base: Lucas 1:41-45
“Ao ouvir a saudação de Maria, Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: ‘Bendita é você entre as mulheres, e bendito é o fruto do seu ventre! Como posso
merecer que a mãe do meu Senhor venha me visitar?’ […]”
INTRODUÇÃO
Você já teve um daqueles encontros que mudam tudo? Um mo
mento em que alguém chega, diz algo, e de repente seu espírito
se aquece, seu coração salta de alegria, e algo dentro de você
diz: “Deus está aqui”?
Foi exatamente isso que aconteceu com Isabel. Ela não recebeu
um sermão. Não participou de uma vigília. Não leu um pergaminho sagrado. Ela apenas ouviu uma saudação e foi tomada pelo Espírito Santo.
E o que isso nos ensina?
Quando o Espírito Santo está presente, mesmo o ordinário se
torna extraordinário. Uma visita vira uma revelação. Uma saudação vira adoração. Uma mulher comum se torna profetisa.
Este sermão é sobre como o Espírito Santo nos enche e nos capacita a reconhecer a presença de Jesus, a discernir o que Deus está fazendo e a responder com fé, honra e exaltação ao nome
de Deus.
DESENVOLVIMENTO
I – Isabel ficou cheia do Espírito ao ouvir a saudação de Maria (v. 41).
A cena é aparentemente comum: Duas mulheres grávidas se encontram. Mas algo grandioso acontece.
- A pessoa cheia do Espírito é sensível à presença de Jesus.
A chegada de Maria trouxe mais do que palavras, ela trazia
Cristo no ventre.
O Espírito Santo, que já havia atuado em Isabel, Se manifestou com poder naquele encontro. - Ouvindo, ela foi cheia.
É interessante que Isabel foi cheia do Espírito não ao ver
nem ao tocar Maria, mas ao ouvir.
Isso nos lembra que a fé vem pelo ouvir (Rm 10:17), e o Espírito Se move pela Palavra.
Isso também nos alerta para o poder de nossas palavras quando somos portadores de Cristo.
Maria não pregou, mas ela estava cheia de Jesus, e isso foi
o suficiente. - Ser cheio do Espírito é perceber o que Deus está fazendo
agora.
Isabel imediatamente entendeu o que estava acontecendo.
Ela discerniu que Maria não era apenas sua prima. Ela era “a
mãe do meu Senhor” (v. 43).
Quando estamos cheios do Espírito, conseguimos ver além
do natural, perceber o espiritual e honrar o que Deus está
gerando nos outros.
II – A reação de Isabel: exaltação e discernimento (v. 42, 43)
Isabel não apenas foi cheia do Espírito. Ela reagiu espiritualmente. Ela declarou algo que ninguém ainda havia dito: Jesus era o Senhor, mesmo no ventre! - O Espírito gera honra.
Isabel honra Maria; “bendita és tu entre as mulheres”.
Mas não por status social, beleza ou riqueza. Isabel reconhece que Deus a escolheu para algo único.
O Espírito nos ensina a celebrar o que Deus está fazendo no
outro, em vez de competir, criticar ou invejar. - O Espírito revela quem Jesus é.
Isabel chama Jesus de “meu Senhor” (v. 43) antes de qualquer milagre, ensino ou ministério público.
Isso é revelação espiritual.
Como em Mateus 16:17, quando Jesus diz a Pedro:
“[…] não foi carne e sangue que revelaram isso a você,
mas meu Pai, que está nos céus”.
Quando estamos cheios do Espírito, não precisamos ver
para crer; cremos porque vemos com os olhos da fé. - O Espírito nos faz sensíveis à presença de Cristo.
Até mesmo João, no ventre, reagiu à presença de Jesus com
um salto (v. 44).
Isso mostra que há uma sensibilidade espiritual que nasce
antes mesmo da razão.
Às vezes, o coração sente o que os olhos ainda não veem.
III – A bem-aventurança da fé (v. 45)
“Bem-aventurada a que creu, porque serão cumpridas
as palavras que lhe foram ditas da parte do Senhor.” - A fé é o canal por onde o Espírito age.
Isabel declara que Maria é bem-aventurada não apenas por
que carregava Jesus, mas porque creu.
O Espírito honra a fé.
“[…] Sem fé é impossível agradar a Deus […]” (Hb 11:6).
Maria não apenas ouviu a promessa; ela a abraçou e disse:
‘Cumpra-se em mim’. - O Espírito confirma as promessas de Deus
O versículo 45 nos mostra que o Espírito Santo é quem nos
lembra e garante o cumprimento da Palavra. Ele não ape
nas faz promessas; Ele cumpre.
Você pode confiar: Se Deus falou, o Espírito vai cumprir. - Maria e Isabel: duas cheias do Espírito, unidas pela fé
O que une essas duas mulheres é o Espírito e a fé.
O mesmo Espírito que agiu nelas continua agindo hoje.
O mesmo Espírito que revelou Cristo a Isabel quer revelar
Cristo a você.
E mais, Ele quer formar Cristo em você, assim como fez em
Maria.
APLICAÇÃO PRÁTICA
- Você está sensível à voz do Espírito? Ou você está tão
distraído com as vozes do mundo que não percebe a
presença de Jesus? - Como você reage à obra de Deus na vida dos outros?
Com honra e celebração, como Isabel? Ou com comparação e ciúmes? - Você tem fé para declarar: “Será cumprido o que Deus
falou”?
CONCLUSÃO
Isabel foi cheia do Espírito, não durante um culto, nem por causa de um milagre, mas apenas por ouvir a saudação vinda de alguém cheio de Jesus.
Isso nos ensina que a presença do Espírito é contagiante. Quando Cristo está em nós, nossas palavras e nossa presença podem despertar fé nos outros. E quando estamos cheios do Espírito,
conseguimos perceber o que Deus está fazendo, mesmo quando ainda está em fase inicial, como um bebê no ventre.

Peço ao Espírito que encha nossa vida não apenas para ter dons,
mas para ter discernimento.
Não apenas para sentir algo bom, mas para vivermos pela fé.
E então você poderemos dizer como Isabel: “Como posso merecer
que o meu Senhor venha até mim?”
E como Maria: “Cumpra-se em nós segundo a Tua Palavra”
