Prosseguindo com Esperança

GERAÇÃO ESPERANÇA – C A L E B E

I. Existem grandes momentos na Bíblia que emocionam a gente
e nos trazem esperança.

A. Lembro-me do dia que o mar vermelho foi aberto para o
povo de Deus passar.

  1. A nuvem protegendo de dia e a luz pela noite, lembro dos
    milagres realizados por Jesus como a Ressurreição de Lázaro,
    e como o profeta Elias no monte Carmelo destruiu 450 profetas
    falsos de Baal. São tantos os atos de Deus…
    B. Qual foi o fato bíblico mais interessante para a sua vida
    juvenil ou jovem?
  2. Esta história relembra os momentos sensacionais e tão
    fortes que não podemos ignorá-la.
  3. No livro de Números capítulo 13 encontramos a expedição
    esperança de reconhecimento para a terra prometida por 12
    príncipes escolhidos a dedo e chamados para representar o
    povo e depois de quarenta dias voltaram trazendo o relatório
    da viagem.
  4. Como você sabe 10 deles foram extremamente negativos e
    não confiaram em Deus; porque a terra prometida que manava
    leite e mel tinha campos maravilhosos, mas, também tinha os
    gigantes filhos de Anaque (Num 14:28). E também grandes
    cidades com muros fortificados com homens preparados para
    a guerra com um tremendo equipamento de guerra.
    3.1. “Em sua incredulidade [os dez espias] limitaram o poder de
    Deus.” Patriarcas e Profetas. Pág.388
  5. Porém, dois homens de fé e coragem – Calebe e Josué foram
    positivos e confiaram em Deus. Calebe por exemplo, com
    autoridade e moral no livro de Números Capítulo 13:30 disse:
    “Vamos subir e conquistar a terra, porque, certamente
    venceremos.”
  6. Nascido como escravo, com um nome cujo significado é
    “cão”. Imagine a situação entre os demais jovens e líderes de
    sua época:
    5.1. “Como vai, escravo, qual é seu nome?”
    5.2. “Meu nome é Calebe, senhor!”
    5.3. “Cão… Hum, isso é apropriado?”

    II. Mas Deus libertou Calebe e Seu Povo.
    A. A maioria dos israelitas nunca compreendeu plenamente o
    que era a liberdade. Pensavam que Moisés com sua vara
    ‘mágica’ devia levá-los confortavelmente à terra prometida num
    instante.
  7. Mas quando viram os obstáculos surgindo no horizonte, o
    alimento e a água sumindo, ou Moisés com o cajado
    desaparecendo numa montanha por algumas semanas, a sua
    liberdade tornou-se um caos, eles ansiaram pela escravidão,
    porque eles ainda eram escravos no coração e na mente.
  8. Calebe por outro lado era diferente. Ele sabia que a liberdade
    era para servir um novo e divino Mestre. (Num 14:30).
    2.1. “Calebe abriu caminho entre eles, e sua voz clara, sonora,
    foi ouvida sobre o clamor de toda a multidão. Ele se opôs à
    opinião covarde de seus companheiros de espionagem, que
    haviam enfraquecido a fé e a coragem de todo o Israel. Ele
    pediu a atenção do povo, e eles contiveram suas queixas por
    um momento para ouvi-lo.” Vidas Que Falam – MM – 1971, pág.
    1. Os corações se derreteram e a Terra Prometida subitamente
      pareceu pouco promissora. Perdendo a sua experiência cristã,
      os israelitas murmuraram:
      “Porquanto o Senhor nos aborrece, nos tirou da terra do Egito
      para nos entregar nas mãos dos amorreus e destruir-nos”
      (Deuteronômio 1:27).
      3.1. “Inspirados por Satanás [os dez espias] ampliaram as
      dificuldades e os perigos…” Cristo Triunfante – MM – 2002,
      pág.119.
  9. Moisés tentou tranquilizar o povo, mas o clamor dos
    queixosos simplesmente aumentou. Então um homem se
    adiantou e exclamou: Has!, que em hebraico corresponde ao
    nosso “silêncio!”. Era Calebe de Judá. Ele não era um
    eloquente orador motivacional, mas suas palavras deviam ser
    um lema e a declaração de missão de qualquer um que deseje
    entrar no descanso do Senhor, na terra melhor que Ele
    prometeu.
  10. Seu povo carecia de pessoal, recursos, infraestrutura e
    ‘orçamento’ para vencer os obstáculos.
    B. Por que então Josué, o outro espia, não fez um discurso
    também?
  11. Ele concordou com Calebe. Mas ele havia sido assistente de
    Moisés. Todo o mundo sabia que ele tinha interesses na
    questão. O povo que não escutara a Moisés por certo não
    ouviria Josué.
  12. Mas Calebe não tinha essa ligação especial. Ele podia
    facilmente ter-se posto ao lado dos outros dez espias. Afinal,
    não constituíam eles a maioria?
  13. Era a teocracia e não a maioria que regia o coração de
    Calebe. A democracia poderia ser uma coisa boa, mas nem
    mesmo o voto majoritário poderia desviar a determinação de
    Calebe de seguir o Senhor.
    3.1. Talvez por um breve e brilhante momento a coragem de
    Calebe acendeu uma centelha de esperança em algumas
    pessoas.
  14. Mas foi logo apagada quando a maioria tomou a plataforma e
    começou a discursar contrariamente. Decididos a produzir
    depressão, falaram mal do país que antes tinham louvado,
    dizendo que “ele devora seus habitantes.”
  15. Eles exageraram comparando-se a gafanhotos na presença
    dos habitantes de Canaã (Num 13:33). Disseram ter visto os
    nefilins, descendentes dos famosos gigantes que viviam antes
    do Dilúvio.

    C. Um Relatório Covarde (Num 13:27-33).
  16. Durante toda aquela noite os israelitas choraram (Números
    14.1), e na manhã seguinte, levantaram-se para se rebelar
    contra seus líderes Moisés e Aarão.
  17. Josué e Calebe rasgaram suas vestes e falaram com o povo,
    mas nada conseguiram em troca senão ameaças. A
    congregação prometeu apedrejá-los (Números 14:10).
  18. Assim Deus sentenciou toda aquela geração a uma
    condenação apropriada para o seu crime. Não entrariam em
    Canaã e morreriam no deserto, exceto Calebe e Josué.
  19. Ele distinguiu o leal Calebe com uma menção especial:
    “Porém o Meu servo Calebe, visto que nele houve outro
    espírito e perseverou em seguir-Me, Eu o farei entrar na terra
    que espiou, e a sua descendência a possuirá” (Números 14:24).
    4.1. Alguns imaginam que poderiam ser esta a grande apoteose
    de sua vida, contudo ainda não tinha chego o momento.
  20. Levou tempo para que os israelitas aprendessem a
    acompanhar o Senhor. Ele os educou levando-os pelo deserto,
    longe de distrações.

    D. Chegou o Momento Apoteótico.
  21. Calebe poderia ter questionado a decisão de ficar no deserto
    por quarenta anos, pois, ele era fiel e já merecia receber a
    herança, mas em lugar de reclamar ele submeteu-se sem
    nenhum conflito e os quarenta anos não tornaram Calebe mais
    forte fisicamente. Nem diminuíram sua confiança em Deus.
  22. Quando finalmente chegou o tempo de conquistar o país,
    Calebe, com seus 85 anos, pediu a pior vizinhança: Hebrom,
    onde havia os maiores gigantes.
  23. Como um exemplo aos israelitas e para provar a verdade do
    que ele tinha dito em Cades-Barnéia. Calebe ofereceu-se para
    enfrentar o maior desafio e expulsar os gigantes da cidade
    (Juízes 1:20). Por estar ele seguindo o Senhor, os gigantes
    eram sua ‘presa’ natural.
  24. Calebe estabeleceu-se em sua herança. Portanto, a hora
    mais apoteótica de Calebe não foi seu discurso em Cades
    Barnéia, quando ele enfrentou toda a congregação de Israel?
  25. Ou quem sabe sua decisão de desafiar os gigantes de
    Hebrom? Eu sugeriria outra possibilidade: A apoteose de
    Calebe foi os 40 anos no deserto. Essa foi realmente uma
    espera heroica.
    5.1. Se alguém tinha direito de queixar-se era Calebe. Por causa
    dos erros dos outros ele foi privado de quarenta anos de vida
    na Terra Prometida, onde poderia se deliciar com o leite e mel,
    assentado debaixo de uma videira ou figueira. Ele não
    precisava de todos aqueles anos extras de aprendizagem.
    Estava pronto para ir. Mas em vez de apressar-se para
    conquistar Canaã sozinho, ficou com o Senhor e Seu povo.
  26. Calebe não ficou ocioso no deserto. Ele ajudou educar a
    geração seguinte e a fazer o que ele fez: seguir o Senhor de
    todo o coração, esperar grandes coisas, e ter a certeza de que
    Deus proveria para os Seus filhos.

    E. Aquela geração entrou na terra prometida, num momento de
    crise espiritual.

  27. Muitos de nós estudamos ou trabalhamos numa cidade.
    Houve batalhas intelectuais no passado e as haverá maiores
    ainda no futuro. Mas, agora estamos na posição de Calebe
    durante os 40 anos de deserto.
  28. Estamos ensinando ou aprendendo como seguir o Senhor de
    todo o coração, em todos os caminhos, a despeito das
    fortificações gigantes e tribulações diárias, ao lugar onde o
    “Cordeiro, que está no meio do trono, os apascentará, e lhes
    servirá de guia para as fontes das águas da vida, e Deus
    limpará de seus olhos toda a lágrima” (Apocalipse 7:17).
    III. Não desista; prossiga com esperança.

    A. Tenha confiança na Palavra de Deus.
  29. Deus sempre cumpre que promete. Talvez até demore no seu
    ponto de vista.
    2 . Tenha uma atitude positiva. É mais fácil Deus usá-lo.
  30. Demonstre fé heróica em Deus, quando o grupo for
    negativista.
  31. Cultive o lado de ver as coisas boas e positivas – Deus irá
    usá-lo.

    B. “Não existe atalhos para o sucesso, mas, o trabalho intenso
    é a estrada mais curta para o êxito.”

  32. Nós não podemos morrer no deserto, o nosso destino é a
    Canaã celestial… Amém?
  33. Você deseja a Canaã celestial?
  34. Então seja uma Calebe moderna!
  35. Oremos… Senhor dá-nos esse monte… Diga para Deus agora
    mesmo qual é o monte que você deseja…

    Pr. Ronaldo Arco Ministério Jovem – UCB
    www.4tons.com.br
    Pr. Marcelo Augusto de Carvalho