No Caminho da Esperança

GERAÇÃO ESPERANÇA – CLEÓPAS

“Naquele mesmo dia, dois deles estavam de caminho para uma
aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta
estádios”. Lucas 24:13.

I. Em meio a decepção, Jesus Cristo é a Esperança.
A. Não estamos sozinhos na empoeirada estrada da vida (Luc.24:15).

  1. A festa havia tido um fim amargo. Caía a tarde de Domingo.
    Cansados e calados, dois viajantes voltavam para casa. Entre
    os fragmentos de seu diálogo, entrecortados por frases
    inacabadas, suspiros e silêncios, afloravam os golpes da
    realidade de um acontecimento insuportável.
  2. Cleópas e seu amigo não podiam apartar de suas mentes, a
    caminho de Emaús, a morte brutal de seu querido Mestre, na
    tarde de Sexta-Feira. Suas últimas palavras, Sua prisão, Sua
    condenação, Sua tortura. E aquele fim humilhante na Cruz.
  3. Mais dilacerante que indignação pela morte de um inocente,
    mais do que a dor da perda de um ente querido, mais do que o
    temor de serem também julgados, era a dor de haver perdido a
    fé e a esperança em mais um messias.
  4. Tudo que havia dado sentido as suas vidas estava sepultado
    em baixo da laje de uma tumba em um pequeno cemitério (pelo
    menos assim eles pensavam).
  5. Aquele final, tão infame tão absurdo, sem resistência e nem
    glória, era incompreensível. Que o enviado de Deus fosse
    humilde, compreensivo com as crianças e as mulheres, amigo
    dos pobres e amável com os seus inimigos; mesmo a duras
    penas dava para se aceitar.
  6. Mas, que o libertador de Israel não fora capaz de liberta a si
    mesmo, que o Salvador nada fizera para salvar-se, que o
    Messias prometido havia sido assassinado no monte rodeado
    dos mais abjetos criminosos, que o Rei esperado para resgatar
    o seu povo do jugo do inimigo houvera sido executado pelos
    romanos, era demasiado escandaloso para se aceitar.
  7. Se Deus existia, Se Deus se importava com Israel, era
    impossível que houvesse consentido semelhante crueldade
    com o Seu filho, Jesus de Nazaré. Sem dúvida tudo não
    passara de um grande engano. Tudo havia acabado agora
    voltavam para sua realidade sem futuro. Tudo estava vazio
    como antes.

    B. A Cena destes dois discípulos nos é tremendamente
    familiar.
  8. A cena de dois desolados discípulos caminhando
    entristecidos por uma longa estrada não nos parece familiar?
    Quantas vezes nas empoeiradas estradas da vida as
    circunstâncias nos impelem a acreditar que estamos
    abandonados, como “ovelhas que não têm pastor”?
  9. Quantas vezes as nossas mais firmes esperanças parecem
    desvanecer ante os infortúnios e tragédias do cotidiano?
    Contudo, assim como tão certo Jesus caminhava lado a lado
    com os confusos discípulos, Ele nunca deixou de estender
    seus braços para aliviar nossos fardos nos momentos mais
    difíceis de nossa vida.
  10. Ilustração: Durante a segunda Guerra Mundial, Eric Erickson
    se converteu em um “falso traidor”. Devido as suas relações
    comerciais com a industria alemã de petróleo, o comerciante
    sueco havia sido recrutado pelos aliados para espiar a
    máquina de guerra de Hitler. Ninguém sabia disto em seu país,
    e nem devia saber, exceto sua esposa; todo mundo deveria
    crer que ele era nazista, sua vida dependia disto. Certa vez em
    um restaurante em Estocolmo, um amigo judeu se aproximou
    da mesa onde estava Erickson. O falso traidor imediatamente o
    repreendeu diante de todos os outros fregueses.
    “Estou cansado de dizer-lhe que deixe de molestar-me com as
    sua repugnantes proposições de negócios judeu – exclamou
    Erickson – eu não faço negócio com os judeus. Sendo assim
    retire-se daqui imediatamente”. No dia seguinte Erickson
    recebeu uma carta de seu amigo onde ele dizia que não podia
    crer que Erickson sentia realmente aquilo que ele dissera para
    ele, ele afirmava que acreditava que Erickson só podia ter tido
    um “propósito especial”, e que “se algum dia pudesse ajudar
    em algo” ele gostaria de ser informado. Erickson destruiu
    imediatamente o papel e continuou seu trabalho de
    espionagem.
  11. Não é parecido com isto que O Nosso Senhor espera de nós
    outros? Não tem revelado Nosso Pai celestial o suficiente
    quanto ao seu caráter, seus motivos e seu amor, para que o
    seu povo o ame e nEle confie, não importa quais tenham sido
    as circunstâncias? Não tem Deus procurado pelo amor de seus
    seres jovens filhos durante seis mil anos?
  12. Meu querido jovem, as palavras de Jesus continuam tendo a
    mesma importância para nós: “…O que eu faço não sabes
    agora, compreendê-lo-ás depois.” Jo. 13:07.
    Contudo, a viagem continua, e dela podemos extrair três
    grandes lições:
    (1) Nós não estamos sozinhos,
    (2) Precisamos clamar pela
    contínua presença de Jesus e
    (3) O nosso coração deve arder
    exclusivamente pelas coisas divinas.

    II. A maior alegria de Deus é estar em nossa companhia.
    A. Jesus sempre buscou nossa companhia… (V. 28,29).
  13. Ellen G. White faz um interessante comentário sobre este
    precioso pedido: “Houvessem os discípulos deixado de insistir
    no convite, e não teriam ficado sabendo que seu companheiro
    de viagem era o Senhor ressuscitado. Cristo nunca força a Sua
    companhia junto de ninguém. Interessa-se pelos que dEle
    necessitam. Com prazer penetra no mais modesto lar, e anima
    o mais humilde coração.” DTN, P.800.

  14. O maior desejo de Cristo é habitar com o homem. Desde que
    o homem pecou – e por pecar não mais pôde estar na presença
    de Seu Senhor – Cristo deixou bem claro que Ele quer habitar
    conosco, Ele deseja estar em nossa companhia. Esta verdade é
    repetida noutro lugar na Bíblia, ela aparece na própria razão da
    construção do Santuário (Ex. 25:08), quando Cristo “se
    esvaziou” e veio a este mundo (Jo. 1:01,14), e finalmente
    quando trata do futuro Ele nos assegura que Ele habitará
    conosco para todo sempre (Zac. 8:03, Apoc. 21:03).
    B. É nosso desejo estar com Ele?
  15. Agora, se de um lado é notório o ardente desejo de Deus em
    habitar com o homem, podemos dizer, com base em nossas
    ações, que é quase inversamente proporcional, o desejo de
    estarmos na presença de Deus. Pois, quando gritamos em
    nosso lar em vez de falarmos, nós dizemos: não Deus, pode
    passar adiante, este ambiente agora não dá para você, quando
    enchemos os nossos cômodos com músicas profanas,
    dizemos que não queremos a companhia de Deus, Enquanto
    assistimos cenas, imorais, impuras, nocivas, quer de filmes,
    novelas ou outro programa; não podemos dizer “FICA
    CONOSCO”.
  16. Jamais podemos esquecer das supremas promessas do
    Salvador antes de ascender ao céu. S.Jo. 15:26, 16:07…Numa
    lista de 15 coisas que entristecem o Espírito Santo, sabem
    vocês que encabeça a lista? “As diversões estão contribuindo
    mais do que qualquer outra coisa para anular a operação do
    Espírito Santo, e o Senhor está sendo ofendido.” Fundamentos
    da Fé Cristã, p.221.

    III. O que faz arder o nosso coração (v. 32)

    A. A Caminho da Cidade Santa o nosso coração deve “arder
    pelas coisas do alto”.
  17. O coração lhes ardia é bela expressão do efeito emocional
    da nova verdade que lhes raiava na mente…Os corações
    começaram a requeimar, enquanto o estranho lhes expunha as
    Escrituras, e eles continuavam ardendo, em chamas cada vez
    mais vívidas, ao mesmo tempo que ele prosseguia…
  18. Era o coração, ressequido pela tribulação, que assim ardia.
    Esse requeimar do coração, experimentado pelos dois
    discípulos, foi típico da experiência da igreja primitiva inteira,
    quando compreendeu a chave dos sofrimentos de Jesus (isto
    é, quando compreendeu que Jesus teve que sofrer a fim de
    receber a Glória resultante). O Salmista Davi sabia bem o que
    era possuir o “arder” do Espírito Santo ( Salmos 39:03).
    Contudo, esta experiência, quem sabe, há muito está
    adormecida em nossas vidas, e como afirma o Salmista, ela só
    pode resultar do encontro, do tempo a sós com o nosso
    Mestre.
  19. Querido jovem, o que tem feito arder o teu coração? Será
    uma simples e ilícita paixão humana? Será um capítulo
    imperdível de uma profana novela? Será uma música popular
    com letras imorais? Será um bate papo nas salas virtuais da
    internet cheio de expressões baixas? Será que são cenas de
    um filme que reforça a violência, o espiritismo e o adultério?
  20. Querido jovem, o que tem feito arder o teu coração? Será
    uma simples e ilícita paixão humana? Será um capítulo
    imperdível de uma profana novela? Será uma música popular
    com letras imorais? Será um bate papo nas salas virtuais da
    internet cheio de expressões baixas? Será que são cenas de
    um filme que reforça a violência, o espiritismo e o adultério?
  21. O nosso coração jovem deve voltar a arder pelas coisas do
    alto, e somente pelas coisas divinas. Nossa experiência
    espiritual deve determinar a inclinação de nossos sentidos,
    bem como as nossas reações emotivas.
  22. O grave problema é que não temos nos encontrado com o
    Mestre com a frequência necessária… Nossos sentidos estão
    embotados pelo pecado, nossa mente está petrificada pelo
    secularismo, nossa sensibilidade endurecida pelo nosso
    criticismo arrogante, e só há uma maneira para sairmos deste
    abismo desesperador…só há uma maneira de fazer o coração
    arder de novo: Salmo 51:10.
  23. Vejam, o salmista não está apenas pedindo para que Deus
    limpe seu coração, mas, sobretudo, ele tem convicção de que
    Deus pode lhe dar um coração totalmente novo, ou seja, uma
    mente totalmente nova, sem nenhum resquício do passado
    (Ezeq. 36:26). Ellen G. White comentando a respeito do
    assunto, escreveu: “As palavras ‘dar-vos-ei coração novo
    significam:
    dar-vos-ei uma mente nova.” Review and Herald, 18-12-1913.

    IV. Conclusão e Apelo.
  24. Nossa grande jornada não é em direção a uma grande
    cidade, nem muito menos a Emaús, nossa grande viagem é
    direção a cidade cujo arquiteto é o Nosso Senhor Jesus Cristo.
  25. Às vezes vai parecer que estamos sozinhos. Mas, assim
    como Ele estava com aqueles dois discípulos e os confortou,
    Ele anseia nos confortar e mostrar, que nada que sofremos
    aqui por sua causa é em vão.
  26. Uma vez que tenhamos esta certeza, o próximo passo será
    clamar como aquele dois discípulos: “Senhor fica conosco”.
    Pois, o grande desejo de
    Deus é estar em nossa companhia.
  27. O resultado não pode ser outro, o nosso coração
    adormecido voltará a arder pela presença do Mestre. Não
    ficaremos com esta mensagem somente para nós. Assim como
    aqueles dois discípulos sairemos e contaremos ao mundo que
    as nuvens negras que pairam sobre os horizontes de nossas
    vidas serão dissipadas pela Esperança chamada ‘Jesus’.

    Pr. Donato Azevedo Filho Ministério Jovem – UNoB
    WWW.4tons.com.br
    Pr. Marcelo Augusto de Carvalho