MULHERES EM MISSÃO 2026 – VIDA QUE ELEVA 6

“Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, sobre o muito o
colocarei; venha participar da alegria do seu senhor.” Mateus 25:21 (NAA)
HISTÓRIA BÍBLICA
Na parábola, um senhor confia seus bens a três servos antes de viajar: um recebe
cinco talentos, outro, dois, e o terceiro, um. Os dois primeiros servem com dedicação
e devolvem tudo com acréscimo. O terceiro enterra o talento e apresenta apenas
desculpas. O senhor recompensa os fiéis com alegria eterna e repreende o negligente
com justiça. Porque fidelidade não é medida pela quantidade que recebemos, mas pelo
que fazemos com o que temos.
PROPÓSITO
A vida com propósito é aquela que transforma talentos em testemunhos. Fidelidade
é viver como se tudo viesse de Deus. Porque vem.
DOUTRINA ADVENTISTA RELACIONADA
Doutrina 19 – A Lei de Deus. A fidelidade não nasce do medo, mas da confiança no
caráter de Deus. Ao obedecer com amor e servir com constância, honramos a lei divina
e o Deus que nos confiou talentos. “O que seremos no céu é o reflexo do que somos
agora no caráter e no serviço” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 195).
A fidelidade é o traço de quem compreendeu que a lei é liberdade para amar com
consistência.
LEITURA ADICIONAL
“Fidelidade e serenidade de espírito só podem ser conservadas por meio de atenção
e oração” (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, p. 79).
– “VAI MULTIPLICAR OU ENTERRAR?”
Deus não avalia pela quantidade. Avalia pelo coração. A vida é feita de pequenas
escolhas, e, nelas, a fidelidade é revelada. Quem é fiel no pouco mostra para o Céu que
também pode ser confiado no muito.
Hoje, vamos entender que fidelidade não é perfeição. Ela é compromisso com o que
Deus nos confiou.
- Deus entrega talentos segundo a capacidade, não segundo o prestígio.
Na parábola, cada um recebeu segundo sua habilidade. Deus não nos pedirá um jota
além do que somos capazes. Mas é curiosa a responsabilidade depositada sobre os
servos nesta parábola. O “talento” era uma medida usada para calcular grandes quantias
de metais preciosos, como ouro ou prata. Um talento de ouro pesava entre 33 e 34
quilos. Atualizando para os dias de hoje, considerando o valor médio do ouro, um único
talento já valeria mais de dois milhões de dólares. Isso significa que o servo que recebeu
cinco talentos foi confiado com algo próximo a 10 milhões de dólares, um valor altíssimo
e que mostra o quanto o senhor da parábola depositava confiança em seus servos.
Deus não erra ao confiar a cada um de nós uma missão. E Ele mesmo Se
responsabiliza pelo resultado quando o servo é honesto e fiel. O que Deus confiou não
é para enterrar, mas para usar, servir e multiplicar. - Não é quantidade, é fidelidade no servir.
“Deus é honrado pelo serviço alegre e feito de todo coração” (Parábolas de Jesus, p. 196).
Um servo fiel não faz apenas sua obrigação, ele faz com amor. Não reclama. Nem
fica achando que já faz demais. Não compara. Não esconde. Muito menos, desperdiça
energia com rivalidade, crítica ou busca por poder. Ele entrega o máximo que pode fazer
com o que recebeu e celebra o que construiu com aquilo. É muito mais que um mero
talento brilhante, é uma fidelidade constante de ação e desenvolvimento. - O perigo do talento enterrado
Outro ponto cultural importante é que os servos da parábola não deviam apenas
proteger o dinheiro, mas fazer com que ele rendesse. Esperava-se que eles investissem,
negociassem, se arriscassem. Enterrar dinheiro era uma prática comum de segurança
entre pessoas temerosas, mas, na parábola, esse gesto simboliza medo, omissão e
uma falsa imagem do caráter do Senhor. O terceiro servo não foi condenado por perder,
mas por não tentar. Ele não fracassou em multiplicar. Ele fracassou em obedecer.
E o pior? O servo infiel culpou o senhor. Deixou claro que houve um engano da parte
daquele que acreditou e confiou nele. Por isso, o problema nunca foi o tamanho do
talento, foi o tamanho da fé. Toda habilidade não aproveitada enfraquecerá e definhará.
Enterrar é mais fácil? Sim, mas só quem arrisca no nome de Deus verá a multiplicação. - Histórias de fidelidade que florescem
Jeanete, quando residia em Curitiba, recebeu do Senhor um discreto chamado para
sair de sua zona de conforto e participar de um projeto que motivava as mulheres a
serem mais missionárias, intercessoras e atuantes na igreja. Seu talento era usar uma
pequena máquina fotográfica para registrar aqueles momentos especiais. Envolvida
no projeto, Jeanete foi provocada pelo desejo de fazer algo mais por Jesus. Após
orar pedindo maiores desafios para o Senhor, sua história ficou repleta de grandes
oportunidades missionárias. Hoje, ela é a atual líder do Ministério da Mulher para oito
países da América do Sul.
Lembro quando tive uma emergência no carro e precisei ir a uma borracharia às
pressas. O borracheiro, ao ser perguntado sobre a rapidez em tirar um prego, respondeu
rindo: “Sempre dou o meu melhor. Então, faço em cinco minutos, até porque estou com
um pouco de preguiça”. Ri com sua resposta sincera. Ele levou quatro minutos. Sem
dúvida, fiquei impressionado com sua habilidade.
A fidelidade não se mede em tempo. Ela se mede em entrega, dedicação e capaci
dade de transformar na prática das ações um coração comprometido.
Ilustração extra – O entregador que devolveu R$ 8.000,00
Em março de 2025, no interior de Minas Gerais, o motoboy João Eduardo encontrou
um envelope com R$ 8 mil em dinheiro ao lado de uma lanchonete. Procurou o dono
por dias. Quando encontrou, devolveu tudo. O comerciante disse: “Era o pagamento da
equipe inteira. Eu chorei”. João respondeu: “Não me pertencia. Eu sou fiel ao que creio”.
A fidelidade não depende do valor em mãos, mas do valor no coração.
Fidelidade é fazer bem-feito até no invisível. Deus não recompensou a produtividade.
Recompensou a fidelidade. O servo fiel escutou: “Venha participar da alegria do seu
Senhor”. O servo infiel ouviu: “Servo mau e negligente”. A diferença entre os dois? Um
multiplicou. O outro enterrou. Enquanto um honrou a confiança do seu líder, o outro se
acovardou de si mesmo e foi infiel ao voto de confiança do seu chefe. E você, com tudo
o que Deus tem oferecido a você, vai multiplicar ou enterrar?
Talvez você ache que tem pouco. Quem sabe, você sente que é pequeno demais
para participar de uma missão ativa. Mas Deus não está olhando seu tamanho, Ele está
olhando seu uso. Cristo o chamou para fazer algo ao seu redor? Use o que você tem. Com
fidelidade. Com amor. Com coragem. O Céu está observando não apenas os grandes
feitos, ele observa os pequenos gestos feitos com um grande coração. E o Senhor
reverterá em bênçãos para você e para todos aqueles com quem você entrar em contato.
Hoje, escolha a fidelidade. Não pelo medo do juízo, mas, pela alegria do encontro.
Porque quem é fiel aqui, ouvirá o “muito bem!” lá. Portanto, ouse ser e fazer tudo o que
Deus, o seu Senhor, está lhe oferecendo para ser multiplicado.

Pai querido, nos ajude a sermos fiéis a Ti, não apenas nos grandes feitos , mas também nos mínimos detalhes. Te oramos e pedimos em nome de Jeus, amém!
