MULHERES EM MISSÃO 2026 – VIDA QUE ELEVA 3

“E imediatamente o pai do menino exclamou: — Eu creio!
Ajude-me na minha falta de fé!” Marcos 9:24 (NAA)
HISTÓRIA BÍBLICA
Jesus retorna da transfiguração e encontra um pai aflito, um menino sofrendo
e discípulos impotentes. O pai suplica: “Se o Senhor pode fazer alguma coisa, tenha
compaixão de nós!” Jesus responde: “Tudo é possível ao que crê!” O pai, entre a fé e a
insegurança, profere a oração mais humana da Bíblia: “Eu creio, Senhor! Ajuda-me na
minha falta de fé!” Jesus curou o menino e fortaleceu o coração do pai. Porque fé não é
ausência de dúvida, é confiar apesar dela.
PROPÓSITO
A fé verdadeira não exige força, mas rendição. Deus acolhe a fé sincera, mesmo
aquela que treme a alma com as pernas bambas.
DOUTRINA ADVENTISTA RELACIONADA
Doutrina 11 – Crescimento em Cristo. A fé nos conecta a Cristo, liberta do mal e
nos dá poder para vencer. “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11:6).
LEITURA ADICIONAL
“Você não necessita de graça para o dia de amanhã. Cumpre-lhe considerar que
você só tem que ver com o dia de hoje” (Ellen G. White, Conselhos para a Igreja, p. 80).
“Jesus não disse ao pai: volte quando tiver mais fé. Ele aceitou o pouco que ele
tinha” (Lição da Escola Sabatina, 1º trimestre 2025, p. 35, 36).
“Devemos, porém, mostrar firme e inabalável confiança em Deus” (Ellen G. White,
Parábolas de Jesus, p. 71). Devemos crer em Suas promessas e insistir em nossas petições com “determinação inabalável” (Ibid.).
– “AS DUAS MARCAS DA FÉ”
“Segure minha mão! Eu escalo essa montanha contigo.” Quantas vezes ouvimos
isso, mas ainda assim a nossa fé treme no escuro? Fé não é um superpoder. É o passo
trêmulo em direção Àquele que nunca falha.
Por isso, é dito que “a fé tem duas marcas: uma em cada joelho”.
Hoje veremos como surge a fé que restaura no homem que confiou mesmo
vacilando. E como todos podemos experimentar com Cristo uma vida abundante de
confiança e frutos eternos.
- Fé que se levanta onde a força não chega
O pai estava exausto. O sofrimento do filho era antigo. Na cultura judaica do
primeiro século, a possessão demoníaca era interpretada como algo que causava não
apenas sofrimento físico, mas também exclusão social e religiosa. A descrição bíblica
mostra que o menino era atormentado desde a infância (Marcos 9:21), lançando-se no
fogo e na água. Curiosamente, esses elementos eram considerados purificadores ou
destrutivos nas tradições religiosas da época. Isso indica que Satanás chegava a usar
até os símbolos de purificação como instrumentos de destruição.
Outro ponto relevante é que, segundo a tradição rabínica, o pai era espiritualmente
responsável pelos filhos menores, o que significa que aquele pai se sentia profundamente
impotente e, possivelmente, até culpado pelo sofrimento do filho. Era como se a dor do
menino também ferisse sua dignidade como homem, como pai e como crente. Nesse
contexto de desespero e fracasso, ele pergunta se o Mestre pode.
Jesus responde: “Tudo é possível ao que crê”. Pois a fé floresce não quando tudo
faz sentido, mas quando confiamos em Quem sabe tudo. - A fé que se entrega é mais forte que a dúvida.
“Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé!” (Mc 9:24).
Esse clamor foi feito por um pai aflito nas regiões montanhosas da Galileia, próxi
mo ao Monte Hermon, região onde Jesus havia estado pouco antes na transfiguração
(Marcos 9:2). A geografia desse momento carrega um simbolismo poderoso: enquanto
no alto do monte Jesus foi glorificado, ao descer, encontrou o caos humano e espiritual
que domina os vales da vida real.
Jesus não esperou uma fé inabalável. Aceitou a fé sincera. É por isso que a coragem
é o medo que esteve de joelhos. E Deus valoriza a entrega, a renúncia, a dependência,
e não a perfeição. - A fé que resiste nasce na oração.
Jesus ensinou: “Esta casta […] só sai pela oração” (Mc 9:29). Sem oração, a fé é um
mero otimismo vago. Mas com ela, a fé se firma. E pelo dom da fé, nós nos tornamos
comunicadores do Espírito Santo.
Deus espera mais fé? Talvez. Mas creio que Ele deseja uma fé mais profunda –
daquela que ora e crê, mesmo sem ver, mesmo com a alma tremendo.
Rute orou durante 50 anos por seu irmão. Ele não demonstrava o menor interesse
no evangelho. Pelo contrário, vivia vícios que devastavam todos ao seu redor. Mas sua
irmã não desistiu de clamar e interceder. Sua fé marcava seus joelhos todas as noites.
Até que um dia, pelo poder estremecedor do Espírito, o milagre aconteceu. Aquele irmão,
agora bem mais idoso, recebeu seu certificado de batismo das próprias mãos de Rute.
Ambos puderam viver alguns meses de alegria e felicidade. Infelizmente, em 2025, ele
descansou o sono da morte aguardando, pela fé, o retorno de Jesus a este mundo. - Fé para hoje: é tudo que temos
O pai do menino não precisava se preocupar com o amanhã. Nem com a agenda,
compromissos ou rotinas futuras. O que ele tinha era o presente da graça no presente
do tempo. E ele aproveitou tudo o que tinha.
“Você não necessita de graça para o dia de amanhã” (Ellen G. White, Conselhos para
a Igreja, p. 80). Fé é dar um passo no escuro, confiando que Ele já está lá. A luz da Sua
presença já brilha no fim do corredor escuro. E a fé não muda o cenário; ela transforma
quem o atravessa.
Ilustração extra – Fé nas adversidades reais
Em janeiro de 2025, o bombeiro Tommy Shine, que salvou três adolescentes de
um lago congelado em 2015, cuja história até virou filme, precisou de uma cirurgia
cardíaca urgente. Quando os médicos previam o pior, Tommy acordou milagrosamente,
surpreendendo as equipes e todos ao redor. Sua esposa disse: “Foi um milagre. Deus
ainda não terminou a história dele”. Essa é a fé que resiste, mesmo depois de salvar
outras vidas. Ela segue confiando quando o milagre parece distante.
A fé não afasta tormentas, mas ensina a caminhar nelas. Jesus não exigiu fé perfeita.
Ele aceitou a entrega trêmula. E operou o milagre. Hoje, Ele faz o mesmo por todos nós.
Você não precisa de fé gigante, só de uma fé verdadeira para dizer: “Senhor, me
ajuda!” Porque fé é força no silêncio, coragem no escuro, confiança no invisível.
Talvez você esteja orando por um filho, por um ministério, por um milagre. Hoje, traga seu “eu creio e ajuda-me” até os pés de Jesus. Confesse que sua fé vacila. Confesse
os seus pecados. Confie Naquele que é firme e segure a mão do Senhor enquanto Ele
caminha com você.
A fé é condição para a missão. E você deve desenvolver uma fé profunda que
também espera, acredita e aguarda. Ainda que seja por um, 10 ou 50 anos.
Porque fé não é perfeição. É palavra secreta no escuro. É semente que germina no
vazio. E é suficiente para restaurar vidas e transformar corações. Enfim, por meio de
Cristo, é a fé que nos eleva até a eternidade.

Querido Deus, ajuda-nos a ter a fé que brote em nossos corações a cada momento que surgir a duvida. Te oramos em nome de Jesus. Amém!
