GERAÇÃO ESPERANÇA – JOSÉ
¹ Habitou Jacó na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã.
² Esta é a história de Jacó. Tendo José dezessete anos, apascentava os rebanhos com seus irmãos; sendo ainda jovem, acompanhava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e trazia más notícias deles a seu pai.
³ Ora, Israel amava mais a José que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica talar de mangas compridas. Gênesis 37:1-3
Aqui temos uma das histórias bíblicas mais queridas pelos
jovens cristãos. O que levou este jovem, mesmo distante de
seus parentes mais próximos, a mostrar inteireza de caráter,
em uma terra onde ninguém o conhecia? Onde estava o
segredo de suas sucessivas vitórias contra o preconceito, o
desprezo, a vingança e a injustiça de seus irmãos? O que
diferenciava José entre os demais?
José, como qualquer pessoa, teve todas as chances para se
tornar um fracassado:
a traição de seus irmãos, seu sequestro e sua escravidão, o
assédio de uma linda e rica mulher, sua estadia em uma prisão.
Contudo, ele preferiu escolher uma direção contrária, um
caminho onde a fidelidade a Deus recompensava todos os
sofrimentos e tragédias. Por isso, José se tornou grande e
vencedor em cada batalha espiritual!
I. JOSÉ – O FILHO DA ESPERANÇA
A. Ele era filho da velhice,
B. Ele era filho da mulher amada,
C. Ele era um filho obediente que seguia as orientações de
Deus.
I. Seu pai fez para ele uma túnica talar de mangas compridas
como símbolo de sua proeminência diante de seus irmãos.
II. PROEMINENTE POR CAUSA DA ESPERANÇA – Gênesis 37:3
A. Por que Jacó vestiu José diferente?
I. Era diferente de seus irmãos no que diz respeito as coisas
espirituais;
II. Seus irmãos viviam uma vida longe de Deus…
III. José permaneceu puro em meio a um mundo impuro
.B. Sua vida de consagração o diferenciava da vida desregrada
em que viviam seus irmãos;
I. Talvez José fosse diferenciado por que trazia más notícias de
seus irmãos para seu pai. (Gen. 37:2 ú.p);
II. Suas músicas eram diferentes daquelas que escutavam e
cantavam seus irmãos;
III. Sua maneira de falar também era diferente;
IV. Sua maneira de namorar, com jovens de sua fé, era uma
reprovação da vida de depravação em que viviam seus irmãos.
C. Hoje, também Deus nos chama para uma vida de
consagração.
I. Mesmo em meio as perseguições dos irmãos de José… havia
zombarias e gracejos…
II. Quando “todos” estão escutando músicas mundanas,
assistindo filmes nos cinemas, usando qualquer tipo de roupa
que impõe a moda sensual… José era fiel!
III. Quando surgirem os convites para ir à discoteca, usar
drogas, e sexo livre… José era fiel a Deus.
IV. Você é livre para fazer a escolha de viver na tentação ou em
uma vida de consagração assim como José de Canaã.
D. A consagração ou a proeminência é o viver com Cristo,
depende de uma entrega diária de seus gostos, desejos e
anseios nas Mãos de Jesus.
III. CONFIANCA – NA MIRA DA ESPERANÇA (GEN.39:1-4).
A. José foi vendido, mas não se vendeu aos prazeres egípcios.
I. Seus irmãos o venderam para os Ismaelitas que por sua vez o
venderam como escravo para o Egito.
II. Aqui temos uma lição tremenda: José foi vendido, foi
ridicularizado por sua fé, por sua firmeza a favor dos princípios
que ele aprendera de seu pai, mas…
III. Não vendeu estes princípios por cinco, quinze ou trinta
minutos de prazer…
B. Potifar ao ver José, viu nele, mesmo seminu sem camisa, um
ar de santidade que cobria sua nudez física. (naquele tempo os
escravos eram apresentados com pouca roupa, para que os
possíveis compradores vissem o porte físico do escravo), pôs
nele uma roupa de mordomo para cuidar de sua casa.
- Potifar confiou em José que entregou tudo em suas mãos
exceto sua mulher. - A confiança que alguém tem em outra pessoa não é
simplesmente fruto de uma conversa, mas sim, resultado de
uma vida de trabalho, de conduta e respeito. - Paulo aconselhava a Timóteo que atentasse para isso, pois a
confiança é resultante do que está escrito em I Timóteo 4:12
C. José é provado em sua “casa”. - Como antes, José agora é tentado, é provado por alguém
próximo a ele, a mulher de seu senhor terrestre – Potifar. - A Bíblia diz que os inimigos de um homem são de sua
própria casa. (Mat.10:36) - A mulher de Potifar buscava José todos os dias para deitar
se com ele, coisa que ele nunca aceitou (Gen.39:10).
A. Uma coisa temos que aprender com isso:
Se a tentação é repetida, a leitura da Bíblia tem que ser repetida
se a tentação é repetida, a oração tem que ser repetida se a
tentação é repetida, a ida a igreja tem que ser repetida. - José fugiu, mas não cedeu à tentação. Ele seguiu a
orientação bíblica de que devemos fugir das seguintes coisas:
A. Fugir da impureza (I Cor.6:18);
B. Fugir da idolatria (ICor.10:14);
C. Fugir das paixões da mocidade (II Tim.2:22). - A confiança aparentemente foi perdida, a reputação de José
foi manchada, mas seu caráter estava firme nas promessas de
Deus (Tiago 1:12).
A. A tentação é o desejo de atender a uma falta. Se o Senhor é
meu pastor de nada sentirei falta. (Salmo 23:1).
D. José estava longe de casa, de seu pai, de seus irmãos, mas
não longe de Deus!! - Para José Deus não era simplesmente um bombeiro que era
chamado para apagar o fogo das tentações, mas um amigo de
todas as horas e de todas as crises. - José não se tornou confiável ou confiante quando o pecado
bateu a sua porta, sua confiança em Deus foi desenvolvida por
meio de sua comunhão diária que ele mantinha com Deus.
E. Hoje, vivemos uma crise de falta de confiança: - É o esposo que não confia na esposa;
- É a esposa que não confia no esposo;
- Os pais não confiam nos filhos, os filhos que não confiam
nos pais; - É o povo que não confia em seus líderes, são os lideres que
não confiam no povo; - É o namorado que não confia na namorada, é a namorada
que não confia no namorado. - “E a fidelidade deve caracterizar nossa vida nos seus
mínimos pormenores bem como nos máximos. A integridade
nas pequenas coisas, a realização de pequenos atos de
fidelidade e pequenas ações de bondade, alegrarão a senda da
vida; e, quando terminar a nossa obra na Terra, verificar-se-á
que cada um dos pequenos deveres fielmente cumpridos
exerceu uma influência para o bem – influência esta que jamais
poderá perecer.” Patriarcas e Profetas. Pág.574
F. Deus chama hoje os jovens a que sejam de confiança,
confiáveis e confiantes nas infalíveis promessas de Deus.
IV. AUTORIDADE BASEADA NA ESPERANÇA (GEN.40:6-8).
A. Autoridade na Palavra de Deus – “Contai-me o sonho,
conheço um Deus que conhece tudo, Ele vai revelar a
interpretação.” - Somente alguém que conhecia poderia assegurar tal façanha
aqueles amedrontados prisioneiros que necessitavam de
conforto. - Antes de fazermos qualquer coisa, a nossa prioridade é
buscar Deus (Mat.6:33), e Deus se busca com estudo da Bíblia
e oração .
B. Porque esperava em Deus, José foi vitorioso: - Vitorioso em não ser igual a seus irmãos;
- Vitorioso em não guardar ódio contra seus irmãos;
- Vitorioso em não adulterar com a mulher de Potifar;
- Vitorioso em não se rebelar contra as acusações de Potifar e
sua mulher; - Vitorioso em interpretar os sonhos dos prisioneiros do rei.
C. Hoje só existe uma saída para a juventude, voltar a ser o
povo da esperança!
Só existe um meio para começar bem em tudo (Sal 37:4,5);
Só existe um meio para se ter sucesso nos estudos (Tiago 1:5);
Só existe um meio para alcançar um bom casamento
(Prov.18:22);
Só existe um meio de vencer o medo da realidade (Sal. 34:4);
Só existe um meio para conhecer a vontade de Deus (Sal
25:14);
Só existe um meio para não pecar contra Deus (Sal.119:9-11).
D. Uma coisa é importante sempre bom lembrarmos: A Bíblia
não deve lida apenas com o objetivo de obter conhecimento
teológico, mas para se ter INTIMIDADE com Deus (Sal.25:14).
V. CONCRETIZADO O SONHO DA ESPERANÇA (GEN.41:42).
Esperando no Senhor, o sonhador da esperança é feito
Governador, com a concretização do sonho de Deus para ele! - Pôs seu anel de sinete na mão de José – símbolo de
autoridade.
Os antigos usavam anéis de diversas categorias como adorno
e como selo: o anel de selar que foi dado a José evidentemente
levava uma pedra na forma de um besouro, com nome do rei
gravado nele, e se usava para pôr o selo real nos documentos. - Vesti-o de roupas de linho fino – símbolo de mudança de
classe social.
Foi provisto de um guarda- roupa de linho finíssimo como o do
rei e dos sacerdotes. O relato egípcio de Sinuhe também
menciona o “linho finíssimo” com que foi vestido o herói da
narração quando volveu a corte egípcia. - Pôs em seu pescoço um colar de ouro – símbolo de alto
cargo no reino.
Essa era a cerimônia que dava posse em seus cargos para os
altos funcionários, geralmente eram apresentados com um
colar de ouro colocado entorno do pescoço. Pendurado no
colar na parte dianteira havia uma inscrição com os nomes do
rei e seus títulos.
A. A vitória da esperança. - José não foi levado ao Egito para ser um simples serviçal, ou
um mordomo para limpar móveis ou um carcereiro, etc. - José foi levado ao Egito para ser governador; foi para ser
cabeça e não cauda, para ser o primeiro e não o último. (Sal
105:20-22). - Vale a pena ser fiel a Deus, ainda que no primeiro instante
você não O entenda – seja fiel! - Deus sempre recompensa a nossa fidelidade – Seja fiel custe
o que
custar!
Pr. Aquino Bastos Ministério Jovem – UNB
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Pr. Marcelo Augusto de Carvalho
