A moeda na bocado peixe


Bem-vindos à sétima Quarta de Poder! É muito bom ter você conosco!
Estamos estudando alguns dos milagres de Jesus e como eles nos encorajam a crer, amar e servir ao Deus que continua realizando milagres hoje, no contexto do tempo do fim! Nesta noite, vamos refletir no milagre realizado para o pagamento de um tributo.

Você sabia que o Brasil não é o país que mais paga impostos no mundo?
De acordo com um ranking de impostos apresentado em 2018, a França
ocupa o primeiro lugar em percentual de impostos: 46,1%. A colocação
do Brasil nesse ranking é 18º, e seu percentual de impostos é de 31,1%.

No primeiro século, na região em que Jesus viveu, também havia impostos anuais a serem pagos aos judeus e aos romanos. No estudo de hoje,
veremos um milagre de Jesus relacionado a impostos. Leiamos o relato
em Mateus 17: 22-27, NAA: A moeda na boca do peixe

Quando eles estavam reunidos na Galileia, Jesus lhes disse: O Filho
do Homem está para ser entregue nas mãos dos homens, e estes o matarão;

mas, ao terceiro dia, ressuscitará. Então os discípulos ficaram
muito tristes. Quando Jesus e os discípulos chegaram a Cafarnaum,
os que cobravam o imposto das duas dracmas se dirigiram a Pedro e
perguntaram: O Mestre de vocês não paga as duas dracmas? Pedro
respondeu: Claro que paga! Quando Pedro estava entrando em casa,
Jesus se adiantou, dizendo: Simão, o que você acha? De quem os reis
da terra cobram impostos ou tributo: dos seus filhos ou dos estranhos?
Quando Pedro respondeu: ‘Dos estranhos’, Jesus lhe disse: Logo, os
filhos estão isentos. Mas, para que não os escandalizemos, vá ao mar,
jogue o anzol e puxe o primeiro peixe que fisgar. Ao abrir a boca do
peixe, você encontrará uma moeda. Pegue essa moeda e entregue aos
cobradores, para pagar o meu imposto e o seu.

Jesus e os discípulos estavam em viagem pela Galileia.
Ele preferiu instruí-los em vez de trabalhar em favor das multidões. Em outro momento, Jesus já havia explicado para prepará-los para o que viria e falou sobre Sua morte, ressurreição e que seria entregue nas mãos de inimigos. Aproveitou essa viagem para conversar com eles a esse respeito novamente. E,
mais uma vez, eles não compreenderam. Ficaram tristes, mas iniciaram
uma disputa para ver qual deles era o maior no reino de Deus.
Ao chegarem a Cafarnaum, aconteceu uma situação embaraçosa e, ao mesmo tempo, humilhante. Havia um coletor de impostos cobrando a taxa do
templo. Essa não era uma taxa civil, “mas uma contribuição religiosa, exigida de todo judeu, anualmente, para manutenção do templo”. O coletor de impostos foi falar com Pedro, em vez de conversar com Jesus, e perguntou: “O Mestre de vocês não paga as duas dracmas?” (v. 24) Pedro achou
que o funcionário se referia à lealdade de Jesus ao templo. Quis defender
Jesus e não O consultou. Respondeu logo: “Claro que paga!” (v. 25) Pedro
desconhecia que a lei para imposto anual do templo era diferente para as
pessoas comuns e para os sacerdotes, levitas e profetas. Nos dias de Cristo,
os sacerdotes e levitas eram ainda tidos como especialmente consagrados
ao templo, não lhes sendo exigida a contribuição anual para a manutenção
do mesmo. Os profetas também estavam isentos desse pagamento. Requerendo tributo de Jesus, os rabis punham à margem Seus direitos como profeta e mestre, e tratavam-No como uma pessoa comum.
“A recusa de pagar o tributo seria considerada como deslealdade ao templo – segundo o conceito dos rabis, um gravíssimo pecado.

A atitude do Salvador para com as leis dos rabis, e Suas positivas reprovações aos defensores da tradição, proporcionaram pretexto para a acusação de estar
Ele procurando deitar por terra o serviço do templo. Agora, os inimigos
viram um ensejo de lançar descrédito sobre Ele. No coletor dos tributos
encontraram um pronto aliado” (O Desejado de Todas as Nações, p. 345)
.


Essa foi outra armadilha que os líderes religiosos armaram para Jesus. Em
toda e qualquer oportunidade, eles queriam minimizar a obra redentora de
Cristo, Sua influência diante do povo e Sua divindade.

Hoje em dia, é comum encontrarmos pessoas que pretendem diminuir a divindade de Cristo,
de Deus Pai e do Espírito Santo.

No entanto, a incredulidade não interfere
na identidade e existência de Deus. A cada dia cresce a quantidade de ateus
e de pessoas que dizem acreditar em Deus, mas não se relacionam com Ele
como um ser divino. Não O reconhecem como Seu Salvador e Senhor. A
descrença se apodera deles, e a esperança vai se apagando aos poucos.
Observe, no relato bíblico, que Jesus Se posicionou com elegância e sabedoria nessa situação embaraçosa sem discutir sobre Seu direito de não
pagar a taxa religiosa, porque Ele era um líder religioso.

Orientou Pedro:

“vá ao mar, jogue o anzol e puxe o primeiro peixe que fisgar. Ao abrir a boca do peixe, você encontrará uma moeda. Pegue essa moeda e entregue aos cobradores, para pagar o meu imposto e o seu” (v. 27). Note que Jesus
agiu com naturalidade e, por ser Deus, fez um milagre, fez o impossível.
Com esse milagre, Jesus nos ensina a não nos colocarmos desnecessariamente em oposição ao que está estabelecido. No que for possível, devemos evitar que nossa fé seja mal interpretada, sem sacrificar nenhum princípio da verdade. Os debates devem ser evitados sempre que possível
(ver O Desejado de Todas as Nações, p. 347).

No dia a dia, surgem diversas situações de violações de direitos, algumas
maiores outras menores: há pessoas que preparam armadilhas para nós, outras tentam diminuir nosso valor. Há injustiça e maldade vindas de pessoas em quem confiamos. Há, também, os contratempos menores que normalmente geram discussão (trânsito, vizinhança, família, etc.). Seja qual for a
situação, o melhor a fazer é seguir o exemplo de Cristo e tomar uma decisão
em que a identidade pessoal e a fé sejam preservadas e o debate seja evitado.

Em resumo, o milagre estudado hoje nos apresenta três reflexões:

  1. A incredulidade em Deus não interfere na identidade divina (Deus
    continua sendo Deus) nem diminui a atuação Dele na história mundial e em nossa vida. As gerações vêm e vão, e o Senhor permanece
    eternamente. A incredulidade interfere na fé pessoal, na esperança,
    na disposição em servir, em apoiar, em colaborar.
  2. Devemos manter nossa identidade cristã e, na medida do possível,
    evitar debates. Um dos objetivos da vida cristã é mostrar o amor de
    Deus ao mundo. Debates agressivos de maneira alguma contribuem
    para essa finalidade.
  3. É parte do compromisso cristão estar em dia com as obrigações tributárias, conforme solicitadas pelo governo.


Senhor Jesus, nos ajude a sermos fiéis aos nossos compromissos para contigo e para com a sociedade. Amém

impostos

Saiba Mais! Leia White, 2007. O Desejado de Todas as Nações, Capítulo 48:
Quem é o maior